A quantidade de agentes de trânsito em Ribeirão Preto, SP, está aquém das necessidades da cidade, com um número sete vezes menor do que o recomendado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Para uma frota de aproximadamente 590 mil veículos, a recomendação é que haja um agente para cada mil veículos, o que exigiria cerca de 500 agentes a mais do que os 82 disponíveis atualmente. A RP Mobi, responsável pela fiscalização, conta com 65 agentes nas ruas, mas o gerente de Fiscalização de Trânsito da empresa, Carlos Eduardo Hashisaka, destaca que o efetivo atual é insuficiente para cobrir todas as necessidades de fiscalização, como o controle de velocidade, avanço de sinais e estacionamento irregular.
Além da falta de agentes, a segurança no trânsito também é um desafio devido à alta taxa de acidentes fatais na cidade. Em janeiro de 2025, nove pessoas perderam a vida em colisões, e a última vítima foi uma idosa atropelada por um ônibus na região central. Um ciclista também morreu em outro acidente recente, na Avenida Independência. Especialistas em trânsito apontam que o descumprimento das normas de direção, como o uso de celular e desrespeito a sinalizações, é um dos principais fatores que contribuem para os acidentes. A falta de educação no trânsito e a pressa dos motoristas têm agravado a situação.
A RP Mobi, em parceria com a Polícia Militar, tenta mitigar a situação, mas a falta de um número adequado de agentes e a insuficiência de fiscalização eletrônica são desafios importantes. Hashisaka defende a contratação de mais agentes e a ampliação da fiscalização eletrônica como medidas necessárias para melhorar a segurança e reduzir o número de acidentes. Para isso, a colaboração entre os órgãos de segurança e o aumento do efetivo de fiscalização são vistos como essenciais para conter o crescente número de vítimas nas ruas da cidade.