Roberto Luís de Oliveira, recentemente nomeado para a Comissão de Ética da OAB-MT, renunciou ao cargo em 27 de fevereiro, após a imprensa relembrar sua condenação por envolvimento em um esquema de repasse de informações a líderes de uma organização criminosa. Embora o advogado tenha sido nomeado oficialmente no dia 26, ele protocolou o pedido de renúncia logo após o surgimento das notícias sobre o caso. A OAB-MT, por sua vez, ressaltou que a condenação ainda não é definitiva, citando a presunção de inocência, e esclareceu que a nomeação pode ser revogada a qualquer momento, conforme os requisitos legais.
A operação “Gravatas” foi um marco na investigação que desarticulou a comunicação entre advogados e líderes de uma facção criminosa. Durante a operação, foi revelado que o advogado estaria envolvido em um esquema de crimes como tráfico de drogas, tortura e lavagem de dinheiro, sendo apontado como um dos principais articuladores. A ação levou à prisão de outros envolvidos e à apreensão de grandes quantias de dinheiro em diversos locais.
Apesar das alegações, a OAB-MT afirmou que a condenação ainda não transitou em julgado, o que mantém a presunção de inocência do advogado. No entanto, a polêmica sobre seu envolvimento com organizações criminosas gerou pressão suficiente para sua renúncia. A situação reflete um contexto mais amplo de fiscalização e controle sobre a atuação de profissionais da advocacia, especialmente quando há suspeitas de envolvimento com atividades ilícitas.