Recentes comentários na imprensa sobre o papel do procurador-geral, Richard Hermer, abordados no artigo do dia 13 de fevereiro, negligenciam o princípio fundamental de que aqueles que representam partes em litígios contenciosos têm o direito e o dever de apresentar o caso de seus clientes de maneira objetiva, sem receio ou favorecimento. O objetivo é permitir que o tribunal ou a corte, de forma independente, decida sobre a validade do caso em questão.
De acordo com os ex-presidentes da Law Society e ex-presidentes da Bar Council, é imprescindível que a apresentação do caso pelo advogado não seja vista como uma manifestação das opiniões pessoais do profissional. Como destacado pelo renomado advogado e juiz britânico Norman Birkett, em uma palestra sobre a arte da advocacia, essa distinção é crucial para que a justiça seja conduzida de maneira correta e imparcial.
Esse princípio é central para a integridade do sistema jurídico, no qual cada lado deve ter a oportunidade de apresentar seu caso de forma completa e objetiva, garantindo que a decisão final seja tomada por um tribunal imparcial e independente. Assim, os advogados cumprem um papel essencial na preservação da justiça, ao evitar que sua apresentação influencie ou distorça a percepção sobre o mérito do caso.