Entre os dias 14 e 16 de fevereiro, Abu Dhabi sediou pela primeira vez uma etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL), evento vencido pelo brasileiro Ítalo Ferreira. A competição ocorreu em uma piscina de ondas artificiais, utilizando a tecnologia Kelly Slater Waves, que, pela primeira vez, empregou água salgada para gerar as ondas. A piscina, com 690 metros de comprimento e 15 metros de largura, utiliza um sistema de hidrofólio e motores para gerar ondas a cada dois minutos. O processo de enchimento da piscina levou duas semanas, com 80 milhões de litros de água salgada.
A tecnologia por trás dessas piscinas de ondas artificiais tem ganhado destaque ao redor do mundo. Além de Abu Dhabi, o Surf Ranch, na Califórnia, nos Estados Unidos, é uma das mais conhecidas, sendo responsável por várias etapas da WSL desde 2018. Este local também será palco das competições de surfe nas Olimpíadas de 2028, em Los Angeles. Outro exemplo relevante é a piscina The Wave, em Bristol, no Reino Unido, que oferece ondas para surfistas de diferentes níveis e que foi inaugurada em 2019. No caso da Urbnsurf, em Melbourne, Austrália, a tecnologia Wavegarden Cove permite que a piscina libere até 1.000 ondas por hora, beneficiando a economia local com empregos e desenvolvimento.
No Brasil, o Boa Vista Village Surf Club, em São Paulo, se destaca como a maior piscina de ondas artificiais do país. Com 220 metros de comprimento e ondas de até 22 segundos, ela utiliza a tecnologia PerfectSwell. O crescimento dessas instalações não só contribui para o surfe como esporte, mas também impulsiona o turismo e a economia em diversas regiões. O desenvolvimento das ondas artificiais demonstra a evolução tecnológica e o potencial crescente para tornar o surfe acessível a mais pessoas em diferentes locais do planeta.