O Carnaval do Rio de Janeiro é conhecido por suas grandes festas no Sambódromo da Sapucaí, mas uma tradição igualmente importante se mantém viva nos subúrbios da cidade: os Clóvis ou Bate-bolas. Esses personagens carnavalescos são formados por pessoas que se fantasiam com roupas coloridas, máscaras e uma bola de plástico, e sua presença é especialmente marcante nas zonas norte e oeste da cidade, assim como na Baixada Fluminense e interior do estado. A principal diferença entre os Clóvis e os Bate-bolas é a sombrinha usada por alguns Clóvis, que geralmente segue o padrão das fantasias.
Embora a origem dos Bate-bolas seja pouco definida, há algumas teorias sobre sua criação. Uma delas sugere que essa tradição surgiu no Rio de Janeiro influenciada por festas coloniais, como a Folia de Reis, e que a bola representava um símbolo de força e poder. Originalmente, as bolas eram feitas de bexiga de boi, mas atualmente são confeccionadas com plástico ou materiais sintéticos. Além da sua importância cultural, os Bate-bolas também representam uma forte conexão com o futebol, sendo um costume transmitido de geração em geração.
Além das fantasias e da festa, a cultura dos Bate-bolas envolve grandes grupos organizados que passam o ano se preparando para o evento. As saídas desses grupos são marcadas por celebrações com churrascos, samba, funk e queima de fogos. No entanto, essa tradição não está livre de problemas, já que a fantasia dificulta a identificação dos participantes, o que pode levar a episódios de violência entre grupos rivais. Esse aspecto traz desafios para as autoridades locais, que precisam lidar com os riscos associados a essas festividades.