A Vale, em um balanço sobre os seis anos da tragédia de Brumadinho, informou que assumiu cerca de R$ 64,5 bilhões em compromissos de reparação, dos quais já desembolsou R$ 48,55 bilhões. A empresa destaca que além de indenizações, tem trabalhado em projetos para a recuperação da região e melhorias na qualidade de vida das comunidades afetadas. Um dos focos é a requalificação da bacia do Rio Paraopeba, cujas condições hídricas, segundo a mineradora, já estariam adequadas, apesar da água ainda não ter sido liberada para uso público. A Vale também apontou que a remoção de 88% da lama que atingiu a região já foi realizada, com o destino final do material sendo a cava da Mina do Feijão, desativada.
A empresa detalhou os avanços no cumprimento do Acordo de Reparação Integral de 2021, que prevê um total de R$ 37,7 bilhões em compromissos. Dos R$ 32,05 bilhões previstos para desembolso até o momento, 91% já foram aplicados em obras e ações conjuntas com os governos de Brumadinho e outras cidades impactadas. Além disso, cerca de R$ 11,4 bilhões estão destinados a projetos prioritários, como saúde, educação e infraestrutura, com a maioria das iniciativas ainda em fase de execução. A Vale destaca que, devido a negociações com as comunidades, parte dos projetos ainda está sendo finalizada, com prazo até 2031 para conclusão.
Como parte dos esforços para minimizar os impactos econômicos locais, a Vale também vem desenvolvendo iniciativas voltadas à diversificação econômica de Brumadinho. A empresa apoia 39 empreendimentos no setor de turismo e está investindo R$ 170 milhões na construção de um novo polo industrial na região. A área, com 1,2 milhão de metros quadrados, está em processo de terraplanagem e visa gerar novas oportunidades de desenvolvimento para a economia local, além de auxiliar na transição da região após a desativação da Mina do Feijão.