A Turing, startup de inteligência artificial, anunciou que sua receita triplicou para 300 milhões de dólares no último ano, alcançando a lucratividade. A empresa, com sede em Palo Alto, se destaca por fornecer instrutores humanos especializados para laboratórios de IA, incluindo gigantes como OpenAI, Google e Meta. Com o aumento da sofisticação dos modelos de IA, cresce a necessidade de mão de obra especializada para treinar esses sistemas, impulsionando a avaliação de startups como a Turing e seus concorrentes.
A Turing afirma ter acesso a uma rede de mais de 4 milhões de especialistas humanos, como desenvolvedores e cientistas com doutorado, que são contratados para rotular dados e melhorar os modelos de IA. Embora os custos para realizar esse trabalho especializado sejam elevados, com algumas anotações podendo chegar a centenas de dólares, a demanda tem se mantido forte. Os modelos avançados de IA, como os utilizados pela Meta, exigem milhões de anotações, o que fortalece a necessidade de empresas especializadas nesse tipo de serviço.
À medida que os laboratórios de IA enfrentam a escassez de dados, os chamados “muros de dados”, a Turing e outras empresas estão se tornando essenciais para melhorar o desempenho e a inteligência dos modelos. Jonathan Siddharth, CEO da Turing, afirmou que empresas como a sua ajudam a suprir esse déficit de dados, permitindo que os sistemas de IA evoluam com maior precisão e eficiência. Com a constante demanda por treinamento e anotação de dados, essas startups estão desempenhando um papel crucial no avanço da inteligência artificial.