O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de segunda-feira (27) sua intenção de impor tarifas muito mais altas do que os 2,5% inicialmente sugeridos para as importações globais. A declaração veio após o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, manifestar ao Financial Times seu apoio a tarifas iniciais de 2,5%, que seriam gradualmente aumentadas. Essa postura de Trump reflete uma intensificação nas ameaças tarifárias feitas pelo governo dos EUA, visando impactar o comércio internacional.
As declarações de Trump estão gerando reflexos no mercado cambial, com o dólar se valorizando frente a outras moedas de economias desenvolvidas. Na manhã desta terça-feira, 28, o euro e a libra apresentaram queda em relação à moeda americana, enquanto o índice DXY do dólar registrou uma alta de 0,53%. O impacto também foi observado em relação ao iene japonês, com a moeda japonesa se desvalorizando.
Além disso, Trump ampliou a lista de produtos importados que seriam sujeitos a tarifas, incluindo setores como semicondutores, aço, alumínio e cobre. No entanto, o presidente não detalhou quais países ou quais seriam os prazos para a implementação dessas tarifas. A medida reflete uma estratégia mais ampla de ajuste nas políticas comerciais do país, que continua a causar incerteza no mercado global.