Robert F. Kennedy Jr., indicado pelo presidente Donald Trump para o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirmou durante uma audiência no Senado que compartilha a visão do presidente de que todo aborto é uma tragédia. Ele se comprometeu a contratar membros para sua equipe que se opõem ao direito ao aborto, alinhando-se às políticas defendidas por Trump. Em um momento da audiência, o senador republicano Tim Scott questionou Kennedy sobre sua posição em relação à contratação de deputados contra o aborto, buscando garantias sobre as diretrizes que seriam implementadas no Ministério da Saúde.
Kennedy respondeu que sua função seria implementar as políticas do presidente Trump e que, sob sua liderança, a Secretaria teria deputados que são contra o aborto. Durante o debate, Kennedy reiterou que seu compromisso era com as políticas do presidente, afirmando que trabalharia para acabar com o aborto tardio, uma das principais bandeiras de Trump em relação ao tema. Sua afirmação gerou mais questionamentos de Scott, que buscava confirmação de que as contratações na Secretaria refletiriam uma postura “pró-vida”, o que foi novamente confirmado por Kennedy.
Esse posicionamento de Kennedy gerou controvérsias, especialmente considerando as discussões em torno de suas opiniões sobre vacinas e outras questões de saúde pública. Sua nomeação para o cargo de secretário de Saúde e Serviços Humanos já era alvo de críticas devido às suas declarações sobre vacinas e outras políticas relacionadas à saúde. A audiência no Senado, portanto, serviu como mais uma oportunidade para esclarecer sua postura em relação a temas sensíveis como o aborto, em sintonia com a visão do presidente Trump para o governo.