O presidente Donald Trump, após um trágico acidente aéreo que resultou em 67 mortes, culpou as políticas de diversidade implementadas pelos governos anteriores de Barack Obama e Joe Biden pelo enfraquecimento do setor aéreo nos Estados Unidos. Segundo Trump, essas políticas teriam levado a uma seleção inadequada de funcionários para a Agência Federal de Aviação (FAA), com ênfase em pessoas com deficiências. No entanto, a história das políticas de inclusão no setor aéreo é mais complexa do que o retratado por ele.
Na realidade, as iniciativas para a contratação de pessoas com deficiências no setor aéreo começaram no governo de George W. Bush, em 2003, com base em uma lei de 1973. Durante o governo Obama, essas políticas foram ampliadas, e, ao contrário do que afirmou Trump, não houve mudanças significativas em relação aos padrões de contratação durante o seu primeiro mandato. O presidente também afirmou ter revogado essas políticas, mas, na prática, os critérios de seleção permaneceram os mesmos.
Além disso, em 2019, a FAA anunciou um programa piloto para criar oportunidades para pessoas com deficiências diversas, incluindo problemas de audição, visão, e mobilidade. A agência destacou que todos os candidatos, independentemente de suas condições, precisavam atender às mesmas qualificações. Essa iniciativa reforça a continuidade de esforços pela inclusão, mesmo sob a administração Trump, contradizendo suas afirmações públicas sobre o impacto negativo dessas políticas.