O presidente Donald Trump assinou um decreto que determinou o fim dos programas de diversidade e inclusão social no governo federal dos Estados Unidos. A medida afetou diretamente as agências que gerenciavam essas iniciativas, com funcionários sendo colocados em licença remunerada. Essa mudança também gerou temores sobre cortes em diversos departamentos até o final de janeiro. Trump criticou os programas afirmativos, argumentando que eles forçam a contratação com base em critérios como raça e gênero, em vez de mérito.
A Casa Branca defendeu a decisão, chamando as políticas de inclusão de radicais e discriminatórias, e alegou que a revogação das medidas restaura os valores de trabalho duro e excelência. Para o governo, a iniciativa visa garantir que o serviço público não seja forçado a fazer engenharia social, priorizando a meritocracia. Especialistas, como a autora Lily Zheng, discordam dessa visão, afirmando que os programas de diversidade são essenciais para refletir a sociedade e garantir uma verdadeira meritocracia ao ampliar a busca por candidatos qualificados.
Além dos impactos no governo, Trump determinou que o setor privado também revise e acabe com programas de diversidade, embora não tenha especificado os detalhes. Empresas como a Meta já começaram a alinhar suas políticas com a nova direção do governo. A mudança ocorre em um contexto de mudanças mais amplas, incluindo promessas de ações mais rígidas sobre imigração e segurança nas fronteiras, com o envio de militares para a fronteira com o México, reforçando o compromisso do presidente com suas promessas de campanha.