O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou sua renúncia à liderança do Partido Liberal e ao cargo de chefe de governo, após nove anos no poder. A decisão foi influenciada por uma série de fatores, incluindo questões internas, como imigração, inflação e escassez de moradias, além de desafios externos. A relação com o governo dos Estados Unidos, especialmente com o ex-presidente Donald Trump, também foi um elemento relevante para sua saída, conforme analisa o especialista em relações internacionais Américo Martins.
A ameaça de Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos canadenses gerou grande preocupação em Ottawa. A resposta de Trudeau a essa ameaça foi considerada controversa, com críticos apontando que sua postura conciliatória não foi suficientemente firme, o que contribuiu para um desgaste significativo de sua imagem, tanto no Canadá quanto dentro do próprio Partido Liberal. A decisão de buscar uma conversa com o presidente americano foi vista como um sinal de fraqueza por alguns, aprofundando as críticas.
Além disso, o impacto das políticas de Trump não foi restrito ao Canadá. Américo Martins sugere que países com maior dependência econômica dos Estados Unidos, como o México, poderiam ser mais vulneráveis às suas medidas, especialmente no que diz respeito a imigração e segurança na fronteira. Enquanto isso, a China, devido à sua posição global, veria um impacto político menor, mas ainda assim relevante.