Um tribunal sul-coreano negou, nesta sexta-feira (24), um pedido do gabinete do promotor para prolongar a detenção do presidente afastado, que enfrenta uma investigação criminal relacionada à declaração de lei marcial feita em 3 de dezembro. O pedido visava estender a detenção por mais 10 dias, mas foi rejeitado pelo Tribunal Distrital Central de Seul, que alegou não haver razões substanciais para continuar a investigação após a obtenção de evidências pelo Escritório de Investigação de Corrupção para Funcionários de Alto Escalão (CIO).
O CIO, responsável pela investigação, transferiu o caso para o gabinete do promotor e solicitou o indiciamento do presidente afastado por insurreição e abuso de poder. O presidente foi suspenso de suas funções em 14 de dezembro e está preso desde a semana passada enquanto as autoridades investigam sua tentativa de implementar a lei marcial, que gerou grande repercussão, embora tenha sido anulada pelo parlamento poucas horas após a declaração.
A defesa do presidente afastado comemorou a decisão judicial, alegando que a investigação do CIO era ilegal e pediu que os promotores reiniciassem o processo. Eles afirmam que o escritório não tem autoridade para investigar insurreição e que qualquer investigação criminal deveria ocorrer após o Tribunal Constitucional decidir sobre o impeachment do presidente em um julgamento separado.