O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) criticou a utilização de um meme do Homem-Aranha por uma juíza federal substituta em um documento judicial. O meme foi usado em uma situação administrativa confusa, onde a juíza se deparou com um ofício destinado a outra vara e optou por ilustrar o erro com a imagem dos personagens se apontando como impostores. A ação gerou uma repreensão por parte do TRF-2, que sugeriu moderação ao usar expressões informais e imagens no ambiente jurídico.
A corregedora do tribunal emitiu uma orientação formal que ressalta a importância de equilibrar uma linguagem acessível com a seriedade necessária nas comunicações judiciais. Embora o tribunal reconheça a necessidade de simplificar o discurso, alertou para o uso de elementos que possam comprometer a dignidade e o decoro do Poder Judiciário. A recomendação visa evitar que o uso de memes ou referências culturais causem mal-entendidos sobre a seriedade do trabalho judicial.
O meme utilizado pela juíza tem origem no episódio “Dupla Identidade” da série animada Homem-Aranha de 1967, onde os personagens se confundem e se acusam mutuamente. Popularizado em 2011, ele representa situações de confusão e ironia. A decisão do TRF-2 reflete a crescente preocupação com o uso de recursos informais em atos jurídicos e reforça a necessidade de prudência na comunicação dentro do sistema judiciário.