A timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) é uma árvore de grande porte, encontrada em diversos biomas brasileiros, como a Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Ela é conhecida popularmente por seus frutos, que possuem um formato peculiar, assemelhando-se a orelhas de macaco ou rins. Além de sua beleza e tamanho impressionante, a timbaúva desempenha um papel importante no equilíbrio ambiental, sendo essencial para a restauração ecológica devido à sua capacidade de fixar nutrientes no solo.
Com folhas compostas e flores pequenas e brancas, a timbaúva atrai diversos polinizadores, como abelhas e borboletas. Seus frutos, que se desenvolvem de verdes para pretos, possuem sementes que são adaptadas para germinar apenas após passarem pelo trato digestivo de animais ou serem expostas ao calor do fogo. Esse mecanismo de dispersão natural é fundamental para o crescimento da espécie em ambientes adequados, garantindo a expansão de novas plantas sem a competição direta com outras geneticamente semelhantes.
Além de sua contribuição ecológica, a timbaúva apresenta propriedades medicinais, como ação antitumoral, anti-inflamatória e anticoagulante, embora mais estudos sejam necessários para validar o uso desses compostos em medicamentos. As cascas e frutos da árvore também são ricos em saponina e usados tradicionalmente para a produção de sabão. Porém, é necessário cuidado ao cultivá-la em pastagens, pois o consumo excessivo de seus frutos pode intoxicar animais, como bovinos e caprinos. A árvore também se adapta bem a ambientes áridos, como a Caatinga, devido à sua capacidade de reter água e reduzir a perda de água nas folhas durante a estação seca.