Em 10 de janeiro de 2025, Nicolás Maduro tomou posse para seu terceiro mandato como presidente da Venezuela, em uma cerimônia na Assembleia Nacional em Caracas. O processo eleitoral de 2024 foi marcado por controvérsias, com a oposição contestando o resultado das eleições de julho. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamou Maduro vencedor com 51,2% dos votos, mas a oposição, baseada em contagem paralela das atas, reivindicou a vitória de outro candidato. A falta de transparência e a violência contra opositores foram fatores amplamente denunciados, com várias prisões e mortes durante os protestos que se seguiram.
Os protestos, que se espalharam tanto na Venezuela quanto internacionalmente, resultaram em repressão violenta e acusações de abusos por parte das forças de segurança. A oposição acusou o governo de manipulação eleitoral e violação de direitos humanos, e organizações internacionais, como a ONU, destacaram a gravidade dos abusos. A situação culminou no exílio de um dos principais opositores, que recebeu asilo na Espanha após ser pressionado a reconhecer a vitória de Maduro sob coação. A tensão continua, com a comunidade internacional dividida e diversos países reconhecendo o outro candidato como presidente legítimo.
A posse de Maduro ocorre em um contexto de isolamento diplomático, com poucos líderes internacionais confirmados para o evento. Aliados como Cuba e Nicarágua devem comparecer, mas a maioria dos países latino-americanos, incluindo Argentina e Chile, optaram por não enviar representantes. Apesar das tensões internas e externas, Maduro segue empossado como presidente, enquanto as disputas sobre a legitimidade das eleições permanecem no centro do debate político e diplomático.