O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge) tem pressionado pela abertura de um canal de comunicação com o presidente do instituto, Marcio Pochmann. A questão central envolve a criação da Fundação IBGE+, uma proposta que visa contratar pessoal sem concurso e abrir espaço para receber recursos públicos e privados. Os funcionários e a representação sindical não foram consultados antes da proposta ser anunciada, o que gerou discordância, especialmente pelo receio de que a fundação possa abrir portas para interferências políticas no IBGE.
A crítica ao governo atual do instituto destaca o descontentamento dos funcionários, que viam a chegada de Pochmann como uma oportunidade para maior diálogo e democracia, especialmente após o período de governos anteriores. Entretanto, a postura do presidente tem sido considerada insatisfatória por não escutar as demandas dos trabalhadores, o que contribui para um ambiente de desconfiança. Além disso, os funcionários defendem que mudanças importantes no IBGE, como a criação de uma fundação, devem ser feitas por meio de legislação e com amplo debate.
Diante das tensões, está agendada uma reunião para o dia 4 de fevereiro, com a esperança de que o encontro entre funcionários e Pochmann possa resultar em um entendimento mútuo. O sindicato, por sua vez, reforça que a autonomia do IBGE e a estabilidade dos seus servidores são essenciais para que o instituto continue cumprindo seu papel como órgão de Estado e não se submeta a interesses políticos transitórios.