A campanha presidencial nos Estados Unidos destacou diferenças marcantes entre os candidatos Kamala Harris e Donald Trump, especialmente em relação à política econômica. Enquanto Harris defendia uma continuidade da aproximação com a China e uma postura de boa vizinhança, Trump adotou um discurso protecionista, buscando punir países com déficit comercial com os EUA por meio de tarifas. Após sua vitória, Trump concretizou suas promessas de campanha, iniciando uma agressiva guerra comercial com a China, alegando que o comércio desleal estava prejudicando as empresas americanas.
Durante seu primeiro mandato, o governo de Trump impôs tarifas a diversos países, incluindo seus vizinhos mais próximos, México e Canadá. Embora não tenha sido confirmado se produtos como gás e petróleo também seriam taxados, a medida gerou uma reação rápida dos líderes desses países, que se comprometeram a responder proporcionalmente às tarifas. Além disso, a China também foi alvo de novas taxas, com o governo americano ciente da dependência mútua entre as economias, mas mantendo a postura protecionista como mensagem simbólica de sua administração.
Ao final de seu primeiro mês de governo, Trump deixou claro que sua política tarifária se estenderia à União Europeia e possivelmente a outras nações, como os membros do BRICS, incluindo Brasil e Índia. Seu objetivo parecia ser enviar uma mensagem firme ao mundo, destacando a força econômica dos Estados Unidos e seu novo papel no cenário global. Em um mundo multipolar, no entanto, a eficácia de uma política protecionista excessiva ainda é incerta, e os próximos meses dirão se a visão de Trump será capaz de “fazer a América grande novamente”.