A Prefeitura de Jundiaí prorrogou o contrato com o Hospital São Vicente de Paulo por mais 90 dias, sem prever qualquer reajuste financeiro. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (30), após um impasse entre o hospital e o Conselho Municipal de Saúde, que sugeriu a renovação sem aumento de verba, apesar de um acordo prévio que contemplava um reajuste de 22,33%. A renovação afeta os Pronto Atendimentos (PAs) Central, Retiro e Hortolândia, cujos contratos expirariam nesta sexta-feira (31), mas a prefeitura assegura que o atendimento à população não será interrompido.
O Hospital São Vicente de Paulo gerencia os serviços de urgência e emergência em Jundiaí e, em um momento de crise, o diretor da instituição afirmou que o hospital estava disposto a negociar o reajuste, mas foi pego de surpresa com a decisão do Conselho Municipal de Saúde. Durante as negociações, o hospital reiterou a transparência nos gastos e afirmou que as informações financeiras estavam sendo compartilhadas com a prefeitura de forma constante. No entanto, vereadores da cidade questionaram a destinação dos recursos, que somam cerca de R$ 500 milhões anuais.
Em meio à tensão sobre o contrato, o secretário de Saúde da cidade, Adolfo Martin, pediu exoneração após um mês no cargo. A gestão interina será assumida pela Doutora Márcia Facci. A situação gerou debates sobre a gestão dos recursos destinados ao hospital e as condições de continuidade dos serviços de saúde, com os representantes do hospital e da prefeitura ainda em negociações para resolver o impasse.