O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou às autoridades da Venezuela a libertação de 12 cidadãos colombianos detidos durante as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. Petro destacou que a liberação seria importante para a paz nas Américas, embora não tenha especificado as acusações contra os detidos. A solicitação gerou uma resposta do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, que criticou a intervenção do presidente colombiano nos assuntos internos do país vizinho, enfatizando a necessidade de focar nos problemas internos da Colômbia.
Em sua declaração, Saab argumentou que a Venezuela estava enfrentando ameaças externas, algumas supostamente originadas pela Colômbia, e que o governo venezuelano estava agindo de acordo com a constituição e os direitos humanos para se proteger. Essa troca de declarações entre os líderes de ambos os países reflete as tensões existentes, especialmente após o processo eleitoral na Venezuela, que foi marcado por protestos e prisões. O presidente Nicolás Maduro, por sua vez, havia mencionado a detenção de mais de 150 pessoas após a eleição, incluindo cidadãos colombianos e americanos, mas sem especificar os crimes atribuídos.
Além disso, Maduro informou que mais de 2 mil pessoas foram presas em protestos pós-eleitorais, e que um processo de revisão dos casos foi iniciado para corrigir possíveis falhas processuais. Até janeiro de 2025, 1.515 pessoas haviam sido libertadas devido a essa revisão. O impasse entre as duas nações continua a gerar discussões sobre os direitos humanos e a política interna de cada país, com a situação de detidos, como os 12 colombianos mencionados por Petro, permanecendo sem uma solução clara.