O prefeito de Água Comprida, Gustavo Almeida, decretou estado de calamidade administrativa e anunciou um processo de recuperação para o município, após constatar a falta de servidores e a irregularidade na contratação dos mesmos pela gestão anterior. A cidade possuía cerca de 140 prestadores de serviço contratados sem vínculo formal, e esses contratos foram encerrados em 31 de dezembro. Como resultado, a administração foi retomada com um número reduzido de funcionários efetivos, o que levou à suspensão das atividades municipais e ao decreto de recesso para os servidores.
A situação das finanças da cidade também é preocupante. Almeida informou que a gestão anterior não enviou os relatórios financeiros necessários para análise, mas já é possível identificar dívidas como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), precatórios e uma obra no valor de R$ 2,5 milhões. Além disso, a cidade perdeu recursos do Imposto Territorial Rural (ITR) devido a erros na prestação de contas pela gestão anterior, o que representa uma perda significativa para o município.
A administração municipal está sendo investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Minas Gerais, com mandados de busca e apreensão cumpridos nas dependências da Prefeitura. A investigação visa apurar possíveis irregularidades na gestão pública, com foco em documentos e dados digitais armazenados nos sistemas municipais. A situação segue em análise, e o ex-prefeito também se manifestará sobre o estado de suas gestões na próxima semana.