Em 2024, a caderneta de poupança no Brasil registrou uma saída significativa de recursos, com saques superando os depósitos em R$ 15,44 bilhões, de acordo com dados do Banco Central. Durante o ano de 2023, houve um movimento semelhante, com R$ 4,21 trilhões retirados e R$ 4,17 trilhões depositados, refletindo um cenário de maior retirada. Contudo, no último mês de 2023, a situação se inverteu, com depósitos alcançando R$ 400,14 bilhões, superando as retiradas de R$ 395,18 bilhões e resultando em uma captação líquida positiva de R$ 4,96 bilhões.
A recuperação pontual no final de 2023 não foi suficiente para mudar a tendência de saída de recursos em 2024. O crédito imobiliário e o crédito rural, por exemplo, apresentaram fluxos mais equilibrados. O crédito imobiliário registrou R$ 343,25 bilhões em depósitos contra R$ 340,57 bilhões em saques, resultando em uma captação líquida de R$ 2,672 bilhões. No setor rural, os depósitos foram de R$ 56,89 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 54,61 bilhões, gerando um saldo positivo de R$ 2,286 bilhões.
No âmbito geral da poupança, os rendimentos totais foram de R$ 4,077 bilhões, com a poupança rural gerando um total de R$ 1,513 bilhão. Esses números refletem a dinâmica de aplicação e retirada de recursos ao longo de 2024, indicando uma leve recuperação no final de 2023, mas sem reverter completamente a tendência de saques no ano seguinte. A situação continua a apontar para uma busca por alternativas de investimento além da poupança tradicional.