O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo está discutindo a implementação de um teto de juros para o novo modelo de crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A questão será decidida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após uma reunião com ministros e instituições financeiras. Embora os bancos se mostrem contrários à ideia, técnicos do governo defendem o limite para evitar abusos, visto que a poupança do trabalhador será usada como garantia nas operações.
Haddad também mencionou que o governo ainda não definiu se o novo crédito consignado será implementado por meio de uma medida provisória ou de um projeto de lei. O presidente deve convocar uma última reunião para decidir os detalhes finais do processo. O ministro enfatizou que, em 2025, o país terá uma ferramenta eficaz para proporcionar crédito mais acessível aos trabalhadores, considerando que o crédito pessoal atual apresenta altas taxas de juros.
Durante o encontro, não foi discutida a extinção do saque-aniversário do FGTS, proposta que vinha sendo defendida pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. A ideia seria substituir o saque-aniversário por uma nova forma de consignado, mas a medida enfrenta resistência dos bancos. A proposta visa substituir o saque-aniversário, que foi criado em 2019, mas que, segundo o Ministério do Trabalho, comprometeria a sustentabilidade do FGTS.