O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF não encontrou elementos suficientes para indiciar Eduardo e Michelle Bolsonaro no inquérito sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. De acordo com Rodrigues, as investigações não revelaram provas suficientes que comprovassem a participação do casal, apesar de investigações anteriores terem resultaram no indiciamento de outras 40 pessoas, incluindo figuras importantes como o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros de sua equipe.
A investigação inclui depoimentos de delatores, como o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que afirmou em sua delação premiada que os Bolsonaro eram parte de um grupo radical que tentava pressionar o ex-presidente a dar um golpe de Estado. Segundo Cid, existiam três grupos ao redor de Bolsonaro após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, sendo um deles composto por radicais que defendiam desde a investigação de uma suposta fraude até ações armadas.
Por outro lado, tanto Eduardo quanto Michelle Bolsonaro reagiram às acusações nas redes sociais. Eduardo questionou a imparcialidade do processo, afirmando que não teria direito à ampla defesa, enquanto Michelle ironizou o depoimento de Cid, insinuando uma relação entre ela e um suposto plano golpista. A PF concluiu, no entanto, que não havia fundamentos suficientes para responsabilizar os dois, e a investigação segue sem novos indiciamentos a seu respeito.