A Polícia Civil deflagrou uma operação nesta quarta-feira (29) para desarticular uma organização criminosa suspeita de fraude fiscal em Gurupi, Tocantins. O grupo, formado por cinco empresas da cidade, é acusado de acumular dívidas tributárias superiores a R$ 3,5 milhões. Além do bloqueio de bens, incluindo veículos e valores bancários, a operação cumpre seis mandados de busca e apreensão para coletar documentos e arquivos digitais relacionados à investigação.
A fraude consistia na simulação da venda de empresas no ramo de bebidas e alimentos para “laranjas” sem capacidade financeira, que assumiam as dívidas tributárias das empresas. A maioria dos envolvidos nos negócios fraudulentos eram beneficiários de programas sociais e não tinham condições de administrar as empresas, que frequentemente tinham registros em endereços fictícios e contratos alterados. Investigadores encontraram evidências de que esses “laranjas” não tinham conhecimento das firmas que estavam legalmente associadas aos seus nomes.
As investigações começaram após auditores fiscais detectarem irregularidades nas empresas, levando ao bloqueio de bens e à operação conjunta com a Receita Estadual e a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). A operação, nomeada “Orange”, continua em andamento, e mais detalhes serão divulgados conforme o progresso das investigações.