O preço do ouro registrou alta significativa na última quinta-feira (16), impulsionado pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que indicou uma possível desaceleração da inflação. Com a expectativa de uma política monetária mais relaxada por parte do Federal Reserve ao longo de 2025, o dólar se enfraqueceu, o que ajudou a elevar o valor do metal. Esse cenário gerou um otimismo no mercado, com a perspectiva de redução nas taxas de juros pelo Fed, o que favorece ativos como o ouro, que não rendem juros.
O ouro para fevereiro fechou a US$ 2.750,90 por onça-troy, apresentando uma alta de 1,22% na Comex, uma das principais bolsas de metais. A moderada inflação nos Estados Unidos contribuiu para um ambiente mais positivo para o metal, com investidores reagindo a uma possível suavização nas políticas do Fed. A expectativa de que o banco central reduza os juros em 2025 também pressionou o dólar, tornando o ouro mais atraente como uma alternativa de investimento.
Além disso, o contexto geopolítico desempenha um papel importante na valorização do metal, especialmente com a incerteza sobre as políticas externas da administração americana e as tensões no Oriente Médio. Apesar do potencial de redução na demanda por ouro devido à diminuição de conflitos regionais, o metal continua a ser visto como um porto seguro pelos investidores. A recente moderação nos preços e as mudanças nas expectativas de política monetária têm sustentado os preços do ouro, enquanto o mercado segue atento a novos desenvolvimentos econômicos e políticos.