A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou o acordo de cessar-fogo e a libertação de reféns em Gaza, mas enfatizou que os desafios de saúde na região são imensos. A guerra de 15 meses destruiu a infraestrutura de saúde, com muitos hospitais e centros médicos ainda danificados ou operando parcialmente. Apenas metade dos 36 hospitais de Gaza continua em funcionamento, e somente 38% dos centros de assistência primária estão ativos. Esse cenário agrava a situação de saúde, com doenças infecciosas se espalhando rapidamente e a desnutrição aumentando entre a população.
A OMS destacou que o número de mortos e feridos provavelmente é superior ao registrado oficialmente, com cerca de 30.000 pessoas necessitando de tratamento contínuo, mas enfrentando enormes dificuldades para receber cuidados. Além disso, a quebra da ordem pública e a violência de gangues armadas complicam ainda mais a resposta humanitária. A agência internacional alertou para o risco de fome, enquanto grupos de ajuda tentam intensificar suas ações diante da catástrofe em Gaza.
Em resposta à crise, a OMS anunciou um plano de 60 dias para restaurar e expandir o sistema de saúde na faixa de Gaza. A agência está colaborando com parceiros locais para melhorar os programas de alimentação para crianças pequenas, fortalecer os esforços de imunização e aprimorar a vigilância de doenças. A OMS também fez um apelo para que todas as partes envolvidas mantenham o compromisso com o cessar-fogo e busquem uma solução política para a crise, fundamental para uma paz duradoura na região.