A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou uma revisão de seus programas e cortes de custos, após a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país da organização. A informação foi divulgada por meio de um comunicado interno, onde o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a retirada dos EUA dificultou ainda mais a situação financeira da organização. Como parte das medidas de contenção de custos, a OMS planeja reduzir despesas com viagens e suspender o recrutamento, exceto em áreas críticas.
A saída dos EUA, que são o maior financiador da OMS, representando cerca de 18% do orçamento da organização, traz consequências significativas para programas de saúde globais, como os esforços no combate à poliomielite, saúde materno-infantil e o controle de doenças virais. Além disso, especialistas alertam que essa mudança pode enfraquecer as defesas mundiais contra novos surtos, comprometendo décadas de progresso em áreas como HIV, malária e tuberculose.
Apesar dos esforços para reestruturar a organização e aumentar as contribuições dos estados-membros, a OMS ressalta que novos financiamentos serão necessários para cobrir as lacunas deixadas pela ausência do apoio dos Estados Unidos. A perda de recursos pode paralisar diversas iniciativas e limitar a distribuição equitativa de tratamentos e vacinas em futuras emergências de saúde global.