O governo de São Paulo inaugurou, nesta terça-feira (14), um piscinão na cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, com o objetivo de combater os alagamentos recorrentes na região. A estrutura, chamada EU-09, possui capacidade para armazenar 92 mil m³ de água, o equivalente a quase 37 piscinas olímpicas. Ela foi projetada para controlar o fluxo do Ribeirão Eusébio, que frequentemente transborda durante períodos de chuvas intensas, agravando os problemas de enchentes e deslizamentos de terra no município.
A obra, que teve um custo de R$ 54,4 milhões, levou três anos para ser concluída e faz parte de um programa estadual de prevenção a enchentes. No total, três reservatórios estão sendo construídos em Franco da Rocha, sendo que dois já foram entregues. Além da EU-09, há o AV-03, com capacidade para 240 mil m³ de água, e o EU-08, que está em construção, com capacidade para 176 mil m³. Esses investimentos são vistos como essenciais para reduzir os impactos das enchentes, que afetam a comunidade local há mais de 30 anos.
Apesar dos avanços, especialistas apontam que o problema vai além da infraestrutura de drenagem. O arquiteto e urbanista Valter Caldana destaca a necessidade de tratar também as causas do problema, como a impermeabilização do solo e a organização do uso do espaço urbano. Ele enfatiza que, embora a construção de piscinões ajude a mitigar os efeitos das chuvas, é crucial que haja um planejamento urbano mais eficaz para enfrentar os problemas estruturais e legislativos relacionados ao crescimento desordenado da cidade.