Elon Musk, bilionário e apoiador de Donald Trump, tem gerado controvérsia ao ameaçar retaliar senadores que não aprovarem os indicados do ex-presidente para compor o novo governo. Mais de 50 nomes apresentados por Trump precisam ser aprovados pelo Senado para ocupar cargos de secretários, equivalentes aos ministros no Brasil. Musk, com o apoio de um Super PAC, pretende financiar campanhas contra senadores que se opuserem às nomeações, visando enfraquecer a reeleição dos mesmos.
Apesar da vantagem numérica do Partido Republicano no Senado, com 53 dos 100 assentos ocupados, algumas indicações enfrentam resistência interna. A nomeação de Pete Hegseth para o cargo de secretário de Defesa, por exemplo, gerou controvérsia devido a acusações contra ele e dúvidas sobre sua qualificação para liderar o Pentágono. No entanto, após as ameaças de Musk, uma senadora republicana, que anteriormente se mostrava cética, passou a apoiar publicamente Hegseth.
Musk desempenha um papel importante no governo Trump, sendo responsável pelo Departamento de Eficiência Governamental, com o objetivo de revisar os gastos do governo e promover cortes no orçamento. Além disso, Musk é visto como uma peça chave na campanha de Trump para as eleições de 2024, tendo investido substancialmente no apoio ao candidato republicano. A relação próxima entre Musk e o governo tem gerado críticas, com especialistas apontando possíveis conflitos de interesse devido à atuação de suas empresas, que prestam serviços para o governo.