A Secretaria da Cultura de Goiás (Secult) adotou tecnologia de ponta para garantir a preservação do acervo do Museu Zoroastro Artiaga (Muza), em Goiânia, durante o processo de restauração do local. Desde a semana passada, o acervo, especialmente itens de arte indígena, passou por um rigoroso processo de desinfecção, que utiliza a redução do oxigênio do ambiente e a substituição por nitrogênio, com o objetivo de exterminar pragas sem danificar as peças. Este procedimento inovador assegura a preservação segura e sustentável dos itens.
O processo está sendo realizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde as peças foram armazenadas em caixas especiais para criar uma bolha controlada, permitindo a troca dos gases. A tecnologia utilizada não gera impacto ambiental, pois não emprega substâncias que possam afetar os materiais ou provocar oxidação e corrosão. Além disso, sensores acompanham as condições do tratamento, que deve durar cerca de 45 dias, garantindo a integridade das obras tratadas.
A restauração do Museu Zoroastro Artiaga, iniciada em novembro do ano passado, inclui a recuperação das características originais do edifício e melhorias em acessibilidade e segurança. O projeto envolve um investimento de R$ 6,6 milhões do governo estadual, com o objetivo de valorizar o patrimônio e aprimorar a proposta museográfica, além de assegurar a preservação do acervo histórico e cultural.