O governador do Amazonas anunciou um aumento significativo na média de procedimentos cirúrgicos no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto em dezembro de 2024, resultado da gestão da nova Organização Social de Saúde (OSS) Agir. Dados apontam que as cirurgias gerais passaram de 15 para 24 por dia, e as ortopédicas de 5 para 15. O Complexo Hospitalar da Zona Sul, que inclui também o Instituto Dona Lindu, registrou cerca de 8 mil atendimentos no hospital e 3,7 mil no instituto no mesmo período. O governo destacou essas mudanças como parte de uma reestruturação do sistema de saúde no estado.
Apesar dos números apresentados, familiares de pacientes e funcionários relataram problemas persistentes no atendimento e na infraestrutura da unidade de saúde. Reclamações incluíram demora nos serviços, falta de equipamentos básicos e precariedade na estrutura física. Técnicos de enfermagem também afirmaram que as melhorias prometidas ainda não são perceptíveis no dia a dia de trabalho. Durante uma visita à unidade, foram registradas condições inadequadas, como uma porta técnica danificada, que simboliza a necessidade de maior atenção aos problemas estruturais.
A transição de gestão enfrentou controvérsias, incluindo alegações de demissões sem aviso prévio e atrasos salariais, principalmente no setor de ortopedia. Essas questões levaram o Ministério Público a emitir recomendações e realizar reuniões para evitar a paralisação de serviços essenciais. Apesar dos desafios, o governo garantiu que nenhum profissional seria demitido sem realocação e reafirmou o compromisso com a melhoria do atendimento, enfatizando que informações falsas sobre o processo prejudicaram a percepção pública das mudanças.