Nos últimos 40 anos, os avanços no tratamento do HIV transformaram a perspectiva de quem vive com o vírus. Embora ainda não exista cura, as novas terapias permitem um controle eficaz da infecção, tornando possível viver por muitos anos sem desenvolver Aids. Porém, alguns mitos persistem, como a ideia de que o HIV pode ser transmitido por beijo ou que quem tem HIV necessariamente desenvolve Aids. A transmissão também pode ocorrer por meio de brinquedos sexuais, especialmente quando há troca de secreções. A educação sobre o uso de métodos preventivos como preservativos, PrEP (profilaxia pré-exposição) e PEP (profilaxia pós-exposição) continua sendo fundamental para o controle da infecção.
Em relação aos dados mais recentes, a região de Piracicaba (SP) registrou 75 novos casos de HIV entre janeiro e junho de 2024, sendo a maior parte entre homens. O aumento de notificações em faixas etárias mais avançadas, como pessoas de 50 a 69 anos, é um dado relevante, embora os índices gerais tenham mostrado uma redução. Isso reflete uma tendência nacional de diminuição da mortalidade por Aids, mas também aponta para desafios em grupos etários que talvez não estivessem tão expostos ao risco anteriormente. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar a transmissão e garantir uma vida longa e saudável.
Apesar dos avanços, o estigma em torno do HIV e da Aids ainda é um obstáculo importante. A falta de informações corretas, aliada ao medo e à discriminação, pode dificultar a busca por tratamento e a adesão a medidas preventivas. As autoridades de saúde enfatizam a importância de práticas seguras, como o uso consistente de preservativos e a não reutilização de objetos que possam entrar em contato com sangue ou secreções. Além disso, a profilaxia contínua e a realização de testes periódicos ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção, garantindo que a população mantenha o controle sobre a situação e minimize novos casos.