Os contratos futuros de milho e soja negociados na bolsa de Chicago registraram queda nesta quinta-feira (30), após um período de alta. Os investidores optaram pela realização de lucros antes do fim de semana, em meio à crescente incerteza gerada pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas sobre as importações do Canadá e México. Apesar dessa queda momentânea, o clima quente e seco nos principais cinturões agrícolas da Argentina continua a preocupar, especialmente em relação à oferta global das commodities.
Na sessão anterior, o milho atingiu sua maior cotação em 15 meses, enquanto a soja se aproximou de uma máxima de seis meses. As condições climáticas adversas, como a falta de chuvas e a perspectiva de seca nos próximos dias na Argentina, continuam a sustentar os preços das duas commodities. Segundo especialistas, o cenário desfavorável para o desenvolvimento das safras tem impactado diretamente as projeções para a oferta global de milho e soja.
Além disso, o mercado segue atento às ameaças de tarifas de Trump, que podem gerar uma retaliação dos principais compradores de produtos agrícolas dos EUA, como o México e o Canadá. Essa incerteza sobre os desdobramentos comerciais está influenciando o comportamento dos investidores, que aguardam os próximos movimentos do governo americano. Já o trigo registrou leve alta, impulsionado pela redução das previsões para as exportações russas e pela preocupação com possíveis danos à safra de inverno nos Estados Unidos.