A presidente do México, Claudia Sheinbaum, enviou uma carta ao diretor-executivo do Google, Sundar Pichai, solicitando que a empresa mantenha o nome “Golfo do México” em seus sites, em vez de renomeá-lo para “Golfo da América”, conforme anunciado pelo Google. Sheinbaum destacou que, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o direito do mar, os Estados Unidos não têm a autoridade legal para modificar o nome do golfo, já que sua soberania se estende apenas até 12 milhas náuticas da costa. A presidente também lembrou que o nome “Golfo do México” tem uma longa história reconhecida internacionalmente desde o século XVII.
A proposta de renomeação foi iniciada pelos Estados Unidos, mais especificamente durante a presidência de Donald Trump, que, em um discurso, afirmou que a mudança era apropriada devido às questões econômicas entre os dois países. Trump também havia assinado um decreto em janeiro de 2025 para renomear locais e monumentos relacionados aos Estados Unidos, incluindo o Golfo do México. A alteração será realizada no Google Maps, mas apenas para usuários nos Estados Unidos, com base em uma atualização do Sistema de Informação de Nomenclaturas Geográficas dos EUA.
Sheinbaum aproveitou a oportunidade para destacar a importância histórica do termo “América Mexicana”, mencionando que o nome do golfo já era reconhecido internacionalmente desde a independência dos Estados Unidos, em 1776. Além disso, ela sugeriu que, caso o nome de locais históricos fosse alterado, uma reflexão sobre a nomenclatura do próprio país vizinho também poderia ser considerada, referindo-se à ideia de América Mexicana, presente em documentos históricos como a Constituição de Apatzingán.