Após uma abertura em alta, as taxas de juros no mercado futuro apresentaram uma leve queda na manhã de segunda-feira, 13, com maior variação nos vencimentos mais curtos. Esse movimento é atribuído a um ajuste nos prêmios de risco, iniciado com o recuo do dólar, mas que não se sustentou por muito tempo. Além disso, houve menor pressão sobre os rendimentos dos Treasuries, mas o relatório Focus não trouxe novidades significativas nesta semana, com alterações mais sutis em relação à edição anterior.
O mercado de juros se mostra mais tranquilo neste momento, mas com a expectativa de rigidez a partir de fevereiro, quando os indicadores de inflação devem apresentar um aumento considerável. Esse cenário sugere que o movimento atual de desmobilização é temporário, segundo especialistas. A previsão é de que, à medida que o ano avança, a pressão sobre os juros aumente, especialmente devido ao comportamento da inflação.
O dólar também apresenta resistência em torno de R$ 6, em meio a fatores externos que influenciam o cenário. Os mercados estão ajustando suas expectativas para um Federal Reserve mais assertivo, devido aos dados de emprego fortes nos Estados Unidos. Nesse contexto, as taxas de juros para os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimentos em 2026, 2027 e 2030 registraram pequenas quedas na manhã do dia 13, refletindo esses ajustes no mercado financeiro.