O presidente Lula concedeu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na última quinta-feira (30), com o objetivo de abordar questões econômicas e esclarecer posições sobre a atual gestão. Durante a conversa, ele reforçou o apoio a seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diante das críticas do presidente do PSD, Gilberto Kassab, e afirmou que o governo manterá a responsabilidade fiscal. Lula também reiterou que, se depender dele, não serão aprovadas novas medidas fiscais para equilibrar as contas públicas. Ele comentou ainda sobre a alta dos juros, destacando que a decisão já havia sido tomada pela administração anterior do Banco Central.
O presidente também procurou afastar polêmicas relacionadas à economia, como as críticas de Kassab ao governo, que, segundo ele, não são relevantes no momento, dado que as eleições presidenciais ocorrerão apenas em 2026. Lula destacou que o foco do governo está em realizar entregas eficazes até lá, e não em discussões sobre o cenário eleitoral. Além disso, ao tratar do aumento da taxa de juros pelo Copom, ele transferiu a responsabilidade para o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sem mencionar, no entanto, a participação de Gabriel Galípolo, atual diretor do Banco Central, que teve papel decisivo na decisão recente.
Em relação ao setor de combustíveis, Lula assegurou que não haverá interferência do governo sobre os preços, embora tenha reconhecido que, caso o preço do diesel aumente, ele se manterá em níveis similares aos de dezembro de 2022. Esse posicionamento alinhou-se ao discurso de autoridades da Petrobras e do Ministério de Minas e Energia, que indicaram uma possível alta nos preços do combustível nos próximos dias. A coletiva foi uma tentativa de a gestão reforçar sua agenda econômica e afastar crises, mantendo o foco nas ações do governo para o futuro próximo.