O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfrentado dificuldades para garantir uma base sólida no Congresso Nacional desde o início de seu terceiro mandato. Sua base fiel, composta por partidos como PT e PSB, é reduzida a cerca de 130 deputados, o que torna essencial a articulação com partidos do Centrão. Esses partidos, que ocupam cargos ministeriais, não são completamente alinhados ao governo e apresentam desafios para a governabilidade, já que não comprometem apoio total a Lula para as eleições de 2026.
A estratégia de Lula de atrair o Centrão vem desde 2023, mas mesmo com ministros em cargos importantes, como no caso do PSD e União Brasil, não há garantias de apoio irrestrito nas futuras votações. A pressão para que os partidos se comprometam com o governo cresce, especialmente após o presidente cobrar publicamente os aliados. No entanto, membros desses partidos indicam que o apoio a Lula em 2026 ainda está em aberto e dependente de negociações futuras, com alguns exigindo mais cargos em troca de apoio político.
Em termos de governabilidade, o apoio do Centrão se mostra crucial para a aprovação de projetos no Congresso. Para aprovação de reformas, como a tributária, ou propostas constitucionais, o governo precisa contar com o voto de parte significativa dos deputados desse bloco. A situação torna-se ainda mais desafiadora quando são necessárias mudanças constitucionais, exigindo um número elevado de votos de aliados estratégicos, que nem sempre são fiéis a Lula, o que amplia a complexidade das negociações no cenário político atual.