A recente crítica pública de Gilberto Kassab, presidente do PSD, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, gerou controvérsia dentro e fora do governo. Kassab o chamou de “fraco”, o que surpreendeu pela clareza do ataque, dada sua reputação por manter um estilo político mais comedido. No entanto, essa manifestação parece estar ligada a uma estratégia interna do PSD, que busca mais influência no governo Lula, além de se alinhar a figuras da oposição. A situação gerou especulações sobre o posicionamento do partido, especialmente em relação à sucessão presidencial de 2026.
Apesar das críticas de Kassab, membros do PSD mais próximos ao governo tentaram suavizar a situação, destacando que a relação entre ele e Haddad remonta a disputas passadas, como a sucessão na prefeitura de São Paulo em 2013. A história de antagonismo entre os dois, alimentada por um histórico de desentendimentos, foi mencionada por dirigentes como Otto Alencar, do PSD da Bahia. Outros membros do partido apontam que o PT também tem sido crítico ao ministro da Fazenda, com ataques vindos até da presidente Gleisi Hoffmann, o que complica ainda mais o cenário de divisão interna.
A disputa pela reforma ministerial e pela ampliação do espaço do PSD no governo intensifica o clima de tensão. A oposição vê o momento como propício para pressionar Lula, aproveitando o desgaste interno dentro da base governista. A situação reflete a complexidade das relações políticas no governo e nos bastidores, onde a dinâmica entre os diferentes atores, tanto do PSD quanto do PT, é cada vez mais marcada por desconfianças e divergências.