Na manhã desta sexta-feira, 10, os juros futuros apresentaram viés de alta, acompanhados pela valorização do dólar, embora o movimento tenha sido contido. Isso se deve, em parte, ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, que registrou uma alta de 0,52%, ligeiramente abaixo da previsão média do mercado, de 0,53%. A performance dos rendimentos dos Treasuries também contribuiu para o avanço nas taxas de juros.
Em relação às projeções para o ano de 2024, a taxa de 4,83% foi praticamente em linha com a mediana das previsões, que indicava 4,84%. Com isso, a expectativa de crescimento econômico para o próximo ano ainda permanece dentro de uma margem de estabilidade. O comportamento moderado dos juros reflete a tendência de cautela no mercado, em resposta a uma inflação controlada e dentro das previsões.
Às 9h28, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 era de 14,980%, com um pequeno aumento em relação ao ajuste anterior, de 14,952%. As taxas para os anos seguintes também registraram leves variações, como o DI para janeiro de 2027, que subiu para 15,315%, e o DI para 2029, que avançou para 15,175%. Esses ajustes indicam uma expectativa moderada de elevação da taxa de juros nos próximos anos.