Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, sofreu um aneurisma no dia 20 de dezembro de 2024, o que resultou em morte cerebral em 1º de janeiro. Ela estava sendo mantida viva por aparelhos na Santa Casa de Rondonópolis, no Mato Grosso, para que o bebê pudesse nascer. A previsão inicial era que a jovem chegasse ao sétimo mês de gestação, mas uma complicação respiratória antecipou o parto, realizado no dia 24 de janeiro. O bebê, Adryan Miguel, nasceu prematuro com 900 gramas e foi imediatamente encaminhado para a UTI neonatal.
O parto foi acompanhado pelo pai da criança e pelos avós paternos, que registraram o bebê com o nome escolhido por Joyce. João Matheus Silva, esposo de Joyce, expressou um misto de emoções, combinando tristeza pela perda de sua esposa e alegria pela vida do filho, a quem considera um “anjo”. Ele também mencionou a luta por ajuda financeira para os cuidados com o bebê, que, devido à sua prematuridade extrema, precisará permanecer na UTI por um período incerto.
Joyce e João, que estavam juntos há seis anos, haviam se mudado de Tocantins para Mato Grosso em busca de novas oportunidades de trabalho. Antes da gravidez, Joyce trabalhava como vendedora, enquanto João atuava como ajudante em uma ferrovia. O corpo de Joyce será transferido para Tocantins, onde seus pais residem, após o falecimento.