O governo de Israel busca prolongar a presença militar no sul do Líbano após o término do prazo de retirada, previsto para o próximo domingo (26). A presença israelense na região teve início em outubro do ano passado, durante o ápice da guerra com o Hezbollah. O exército israelense e o grupo militante libanês chegaram a um acordo de cessar-fogo em novembro, com um cronograma que estipula a retirada das tropas israelenses em 60 dias. No entanto, autoridades israelenses discutem uma possível extensão de 30 dias com o governo dos EUA, enquanto a ONU e o exército libanês pressionam pelo cumprimento do acordo.
A situação no sul do Líbano permanece instável, com a retirada das forças do Hezbollah ainda não ocorrendo de maneira completa. O governo israelense argumenta que é necessário mais tempo para garantir a segurança na região e permitir a movimentação do exército libanês, que ainda não está totalmente preparado para lidar com o Hezbollah. Para muitos civis no norte de Israel, há um receio de que a retirada total possa abrir espaço para o Hezbollah se aproximar ainda mais da fronteira israelense. Esse temor é amplificado pela falta de uma ação decisiva do exército libanês em desarmar o grupo militante.
O cenário internacional envolve também o envolvimento dos Estados Unidos, que veem com otimismo a implementação do cessar-fogo, apesar das preocupações de civis israelenses sobre a segurança. A eleição de Joseph Aoun como presidente do Líbano, apoiado pelos EUA, adiciona uma nova dinâmica ao contexto político e militar, com promessas de centralizar o controle das armas no país. No entanto, a confiança de muitos no sucesso do cessar-fogo ainda é limitada, especialmente nas comunidades israelenses mais afetadas pelo conflito.