Um frigorífico de Canoas, no Rio Grande do Sul, vendeu 800 toneladas de carne que ficaram submersas após as enchentes de 2024 para uma empresa em Três Rios, no Rio de Janeiro. O negócio inicial tinha como objetivo a transformação da carne em ração animal, mas investigações apontaram que o produto foi, na verdade, revendido para consumo humano. A carne foi transportada por diversas empresas até ser reconduzida ao frigorífico de Canoas, onde a irregularidade foi detectada pela numeração das embalagens.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul continuam investigando a rota da carne, que foi maquiada para disfarçar sinais de decomposição e vendida como carne nobre. Em ações de busca e apreensão, a polícia encontrou diversos produtos impróprios à venda, além de medicamentos e cosméticos fora da validade. Dois sócios da empresa foram presos e, até o momento, as autoridades seguem tentando rastrear o destino da carne, que representava risco à saúde humana.
As autoridades de saúde alertaram que a carne proveniente de áreas inundadas pode causar sérios problemas de saúde e não deve ser utilizada nem mesmo para ração animal. A Vigilância Sanitária reforçou que todo o produto deve ser descartado, dado o risco elevado de contaminação. Enquanto isso, a polícia rastreia as transações fiscais para esclarecer completamente o destino do produto e as responsabilidades das empresas envolvidas.