O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 4,83% em 2024, superando o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 4,5%. O maior impacto na inflação veio do grupo de Alimentação e Bebidas, que teve um aumento de 7,69% nos preços, com destaque para itens como carne, café moído e leite longa vida. O subgrupo Alimentação no domicílio foi o principal responsável por essa alta, com aumento de 8,23%, refletindo especialmente o avanço das carnes, que subiram 20,84%, a maior alta desde 2019.
Entre os alimentos que mais pesaram no índice de 2024, o abacate foi o que apresentou a maior variação, com aumento de 174,67%. Em contrapartida, produtos como pepino, cebola e tomate apresentaram quedas significativas nos preços, devido a fatores climáticos. Além disso, o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais e o setor de Transportes também tiveram altas expressivas, com o preço da gasolina subindo 9,71%, contribuindo com um impacto importante na inflação geral.
Apesar do resultado acima da meta, as perspectivas para 2025 são incertas. O mercado financeiro projeta uma inflação de 4,99%, mais uma vez acima do teto da meta, devido a fatores como o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de um câmbio depreciado. No entanto, especialistas indicam que a política de juros elevados adotada pelo Banco Central pode moderar a pressão sobre os preços, e a safra agrícola de 2025 deve ser mais favorável, com previsões de menores variações nos preços dos alimentos.