O Hezbollah fez um alerta contundente na quinta-feira, cobrando o cumprimento do acordo de cessar-fogo e exigindo que Israel retire suas forças do território libanês até o final do prazo de 60 dias. O grupo enfatizou que qualquer atraso na retirada seria inaceitável e representaria uma violação do acordo, além de uma afronta à soberania libanesa. O Hezbollah pediu também ao governo libanês que exerça pressão sobre os patrocinadores do cessar-fogo para garantir que o prazo seja cumprido integralmente.
Em resposta aos rumores de que Israel poderia tentar estender sua presença no Líbano, o Hezbollah solicitou um monitoramento rigoroso da fase final da retirada, bem como a implantação do exército libanês para assegurar a segurança da região e o retorno dos moradores deslocados. O grupo também se opôs a qualquer tentativa de prolongar a ocupação e deixou claro que isso exigiria uma resposta firme do Estado libanês, utilizando todos os recursos legais disponíveis.
O acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor em 27 de novembro do ano anterior, visava interromper os conflitos entre as partes. Entre seus termos, Israel concordava em cessar os ataques no Líbano, enquanto o Hezbollah e outros grupos armados comprometiam-se a suspender os ataques a Israel. A retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano deveria ser concluída em 60 dias, com a responsabilidade pela região sendo transferida para as forças de segurança libanesas.