O Grammy, uma das maiores premiações da música mundial, carrega uma história marcada por críticas à falta de representatividade de artistas negros nas categorias principais. Apesar de artistas negros como Beyoncé, Michael Jackson e The Weeknd dominarem a indústria musical em termos de popularidade e inovação, muitos enfrentaram exclusões e injustiças, especialmente nas disputas por Álbum do Ano e Música do Ano. Embora Beyoncé tenha se destacado com 32 prêmios, ela foi agraciada apenas uma vez nas principais categorias, refletindo um histórico de decisões controversas dentro da premiação.
No entanto, a premiação tem reconhecido progressos nos últimos anos. Em 2025, a lista de indicados inclui artistas negros em categorias de destaque, como Doechii, Shaboozey, Kendrick Lamar e Beyoncé. Esses nomes refletem a crescente presença de artistas negros nas principais disputas, levantando questões sobre a real mudança nas dinâmicas de premiação. Críticas continuam, como apontadas por artistas como Tyler, The Creator, que questiona o fato de artistas negros serem frequentemente confinados a categorias de rap ou música urbana, sem espaço para disputarem em outras áreas como pop ou rock.
Além das críticas, estudos também apontam um problema estrutural na composição dos votantes do Grammy, majoritariamente brancos, cisgêneros e heterossexuais, o que contribui para a disparidade de representatividade. Com o recente reconhecimento do CEO da premiação sobre a necessidade de tornar a academia mais inclusiva, 2025 pode ser um ano decisivo para revisar e corrigir essas desigualdades. A grande dúvida persiste: será que o Grammy conseguirá refletir, finalmente, a relevância cultural e artística de artistas negros, ou continuará a perpetuar injustiças históricas?