O governo de Israel aprovou um acordo com o Hamas para um cessar-fogo de seis semanas, com início programado para domingo (19), além da libertação de reféns em troca de prisioneiros. O acordo foi ratificado após uma reunião de mais de seis horas entre os membros do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que contou com o apoio de 24 ministros, apesar da oposição de oito. O cessar-fogo visa interromper uma guerra que já dura 15 meses, a qual devastou Gaza e causou a morte de mais de 46.000 pessoas, de acordo com autoridades locais.
O acordo de cessar-fogo é estruturado em três fases e prevê, na primeira etapa, a libertação de 33 reféns israelenses, incluindo mulheres, crianças e homens com mais de 50 anos. Em contrapartida, Israel se comprometerá a liberar todas as mulheres e menores de 19 anos palestinos presos em seu território. A expectativa é que, caso o cessar-fogo seja bem-sucedido, ele possa aliviar as tensões no Oriente Médio, onde o conflito se expandiu para envolver outros países da região, como o Irã, o Hezbollah e o Houthi.
Apesar da expectativa de redução das hostilidades, o período de negociações tem sido marcado por contínuos ataques aéreos. Na sexta-feira (17), por exemplo, ataques pesados ainda ocorriam sobre Gaza, resultando em várias vítimas, sendo a maioria mulheres e crianças. A comunidade internacional aguarda a efetividade do cessar-fogo, que poderá abrir caminho para um possível fim da guerra, mas os desafios para alcançar a paz permanente seguem elevados.