O governo brasileiro busca negociar com os Estados Unidos um novo formato para os voos de deportação, com o objetivo de garantir maior transparência e evitar escalas durante o trajeto. A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma declaração recente, em meio a discussões sobre as repatriações. A ideia é que esses voos sejam acordados com mais antecedência, permitindo uma abordagem mais cuidadosa sobre questões legais, como o uso de algemas, que é proibido pela legislação brasileira para cidadãos sem condenação no país.
Além disso, Vieira ressaltou que a atual estrutura dos voos de deportação resulta em um desgaste maior para os passageiros, devido às escalas realizadas em lugares como o Panamá e Manaus. A nova proposta visa negociar voos diretos, que reduziriam o tempo de deslocamento e tornariam a viagem menos exaustiva. A medida também busca garantir um processo mais eficiente e humano, alinhado às necessidades do governo brasileiro e respeitando as normas nacionais.
Essa mudança de modelo faz parte dos esforços do governo em melhorar a logística das repatriações, proporcionando um tratamento mais adequado para os deportados, ao mesmo tempo que visa aumentar a previsibilidade e a organização das viagens. A negociação de voos diretos e o planejamento antecipado são vistos como formas de otimizar o processo e minimizar os impactos negativos das escalas.