O Tesouro Nacional divulgou que os gastos com a reconstrução do Rio Grande do Sul atingiram R$ 29,016 bilhões de um total de R$ 40,66 bilhões disponibilizados. Esses custos, relacionados a créditos extraordinários para obras e assistência à população, não impactaram a meta fiscal e não foram contabilizados no cálculo do déficit primário. A maior parte dos recursos, R$ 21,533 bilhões, foi destinada a ações diretas de recuperação, como a capitalização do Fundo de Apoio à Infraestrutura e a assistência a microempresas.
Além disso, os pagamentos de R$ 2,83 bilhões em antecipação de precatórios da Previdência Social e outros R$ 1,66 bilhão em apoio ao crédito rural e microempresas complementam os investimentos. Também foram realizados gastos em apoio a estados e municípios, e no pagamento de precatórios, totalizando valores significativos. O governo federal ainda destinou R$ 367 milhões para duas parcelas extras do seguro-desemprego e outros recursos para a assistência jurídica no estado.
O impacto desses gastos foi excluído da meta fiscal do governo, sendo tratado como crédito extraordinário. O déficit primário do ano foi de R$ 43 bilhões, correspondente a 0,36% do PIB, mas sem os custos extraordinários, o déficit teria ficado em R$ 11 bilhões, dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal. O secretário do Tesouro Nacional destacou que o processo de recuperação no estado foi eficiente, apesar do fim da vigência do decreto de calamidade pública.