Na última sexta-feira (24), fortes chuvas atingiram São Paulo, resultando em alagamentos e danos significativos em diversas áreas da cidade. O volume de precipitação registrado foi histórico, com 125 mm de chuva em apenas duas horas, afetando ruas, avenidas e instalações públicas. As estações de metrô e o shopping Center Norte também foram comprometidos, com algumas partes do sistema de transporte fechado e alagado. Além disso, o tráfego foi severamente impactado, com congestionamentos que atingiram 462 quilômetros, e mais de 140 mil imóveis ficaram sem energia elétrica.
A tragédia mais grave foi a morte de um idoso de 73 anos, residente na zona oeste, que foi surpreendido por uma enxurrada que invadiu sua casa. Um veículo arrastado pelas águas danificou o portão da residência, facilitando a entrada da água. A vítima foi encontrada sem vida por um amigo na manhã seguinte. Esse caso é o 15º óbito registrado em São Paulo desde o início da Operação Chuvas 2024/2025, da Defesa Civil, que monitora os impactos das chuvas até o final de março.
Em resposta à intensidade das chuvas, a Defesa Civil emitiu, pela primeira vez, um alerta severo para a população, informando sobre o risco de mais danos. No entanto, o timing do alerta gerou críticas, já que a chuva já havia iniciado. O órgão justificou a decisão afirmando que, inicialmente, as previsões indicavam chuva moderada, e o alerta só foi disparado após a confirmação da gravidade do evento. A situação de caos foi acompanhada pela suspensão de alguns serviços públicos e a necessidade de restaurar rapidamente a infraestrutura afetada.